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História

  • A descoberta do Spitzkopf

    O morro Spitzkopf (tradução literal do alemão "cabeça pontuda") é uma montanha no município de Blumenau, com 936 metros de altitude ( a altura oficial pelo IBGE é de 913 metros e 98 cm). Situa-se no Parque Ecológico Spitzkopf, cuja área é de mais de 5.000 m² de Mata Atlântica, piscinas naturais, cascatas e riachos.

    O morro Spitzkopf foi escalado pela primeira vez, em 1872, pelo comandante das Guardas de Batedores do Mato - Friedrich Deeke (oficialmente investido na função com o nome aportuguesado: Frederico Deeke). Em 19 e 20 de julho de 1892 a montanha foi escalada pelos excursionistas Otto Wehmuth, Christian Imroth, Fritz Alfarht e outros.

    Em 17 de julho de 1929, foi criado o Spitzkopf - Klub, tendo como diretor Otto Huber, secretário Rudolf Hollenweger, cobrador Alfredo Gossweiler, rancheiro, guarda da cabana, Fritz Hasse. Proprietários Paul Scheidemantel, Gauche (alfaiate) e Wünsch. Sobre o Spitzkopf há farta literatura contida na Revista Blumenau em Cadernos, entretanto merece especial referência o fato de haver sido escolhido pelo professor Max Humpl para lá, numa altitude de 750 metros (segundo consta do diário de Max Humpl sua casa situar-se-ia aos 500 metros), quase no topo da montanha de 938 metros, construir sua residência.

    Texto retirado de Blog do Adalberto Day

  • Morro do Cachorro

    blumenauemcadernostomoxivn10Morro do Cachorro é um dos pontos mais altos do município de Blumenau, e possui 857 metros acima do nível do mar. Está situado no bairro Itoupava Central, e fica no limite de Blumenau com Luis Alves e Gaspar. Em 23 de Julho de 2013 foi registrada a ocorrência de neve neste morro. 

    Analisando textos da Revista Blumenau em Cadernos, encontramos um artigo chamado "História do Morro do Cachorro", que foi publicado na edição nº10 do Tomo XIV, páginas 193-194, revista de 1973.

    O texto é uma reprodução relativa à nota de autoria de G. Artur Koehler, que foi diretor do periódico Der Urwaldsbote, e publicou essa história no seu jornal, no número 5 de 29 de junho de 1905.

    Conforme Koehler, o Morro do Cachorro é uma elevação de destaque na paisagem de Blumenau, sendo a terceira maior elevação do território. Também foi chamado Morro Dna Carolina Jensen, terras que pertenciam a esta família. O local era de difícil acesso, e não havia estrada como a que existe hoje devido o sistema de antenas de transmissão.

    No texto é possível identificar alguns elementos da paisagem da época:

    "[...] do cume desse morro, situado na divisa entre Blumenau e Gaspar, descortina-se uma visão maravilhosa de todo baixo Itajaí, vendo-se em dias claros, muitas das localidades da região, como Brusque, Ilhota, Luiz Alves, Itajaí, as praias litorâneas desde Barra Velha e Porto Belo [...] Dê lá de cima, diante daquela paisagem estonteante, pode-se também, ter uma ideia exata da topografia de todo o vale, que não passa de uma sucessão de elevações, algumas formas exóticas ou bizarras, e de estreitas várzeas agriculturáveis cortadas de inúmeros pequenos rios e riachos, pontilhada de povoações, com suas igrejinhas brancas pondo no verde do ambiente uma nota de bucolismo e de poesia [...] mas nos tempos da colonização, e nos princípios desse século ( referindo-se ao XX) galgar aquela elevação era uma verdadeira aventura. Era uma tarefa de autêntico alpinismo, pois as encostas do morro são bastante ingrimes e a subida a pé, pela floresta quase impenetrável, é cheia de percalços de difícil transposição"